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A ORIENTAÇÃO DE VÔO DAS AVES



 A Bússola Interna: Como os Pássaros Migratórios se Orientam em Longas Distâncias

Todos os anos, bilhões de aves embarcam em jornadas épicas, viajando milhares de quilômetros entre suas áreas de reprodução e de invernada. Mas como elas conseguem navegar por vastos oceanos e continentes com uma precisão impressionante, sem mapas ou GPS? A resposta está em um conjunto sofisticado de “superpoderes” biológicos que funcionam como uma bússola interna.
O principal sistema de navegação das aves é a magnetorrecepção, a capacidade de sentir o campo magnético da Terra. Acredita-se que elas “veem” o campo magnético através de proteínas especiais em seus olhos, chamadas criptocromos. Quando ativadas pela luz, essas proteínas criam um padrão visual que muda de acordo com a orientação da ave em relação ao campo magnético, fornecendo uma bússola quântica que funciona dia e noite.
Além dessa bússola magnética, as aves utilizam o céu como um mapa celestial. Durante o dia, elas usam a posição do sol para se orientar, ajustando sua rota à medida que o sol se move pelo céu. Para isso, elas contam com um relógio biológico interno extremamente preciso.
À noite, as aves migratórias noturnas se transformam em astrônomas experientes, usando as estrelas para se guiar. Elas aprendem a reconhecer os padrões das constelações e a localizar a Estrela Polar (no hemisfério norte), que serve como um ponto de referência fixo para o norte.
Mas as habilidades não param por aí. As aves também utilizam marcos terrestres, como rios, montanhas e linhas costeiras, especialmente em trechos finais de sua jornada. E, para completar, elas se comunicam através de chamados de voo noturnos, sinais acústicos que ajudam a manter o bando coeso e podem guiar aves mais jovens e inexperientes na direção certa.
Essa combinação de bússola quântica, mapa estelar, relógio solar e comunicação social faz da migração das aves um dos fenômenos mais extraordinários e complexos da natureza. É uma prova da incrível capacidade de adaptação e da beleza da evolução, um espetáculo de navegação que continua a nos fascinar e inspirar. #aves #Migração #magnetorrecepção


ASTRONOMIA

 


O Rebaixamento de Plutão: Por Que Ele Deixou de Ser Planeta?
Durante décadas, aprendemos que o Sistema Solar era composto por nove planetas, e Plutão, o pequeno e gelado mundo nos confins do nosso sistema, encerrava a lista. No entanto, em 2006, a União Astronômica Internacional (IAU) tomou uma decisão controversa que mudou os livros de ciência: Plutão foi rebaixado à categoria de “planeta anão”. Mas o que motivou essa mudança?
A reclassificação de Plutão não foi um ato arbitrário, mas uma consequência de novas descobertas e da necessidade de uma definição mais precisa do que constitui um planeta. A polêmica começou com a descoberta de outros corpos celestes no Cinturão de Kuiper – um vasto anel de objetos gelados além da órbita de Netuno – que eram muito semelhantes em tamanho e composição a Plutão. Um deles, Éris, era inclusive mais massivo. Isso criou um dilema para os astrônomos: se Plutão era um planeta, então Éris e potencialmente dezenas de outros objetos também deveriam ser, expandindo drasticamente o número de planetas no Sistema Solar.
Para resolver a questão, a IAU estabeleceu três critérios que um corpo celeste deve cumprir para ser considerado um planeta: 1) ele deve orbitar o Sol; 2) deve ter massa suficiente para que sua própria gravidade o molde em uma forma esférica (equilíbrio hidrostático); e 3) deve ter “limpado a vizinhança” de sua órbita, ou seja, ser o objeto gravitacionalmente dominante em seu caminho orbital, sem outros corpos de tamanho comparável. Plutão cumpre os dois primeiros critérios com louvor, mas falha no terceiro. Sua órbita é compartilhada com inúmeros outros objetos do Cinturão de Kuiper, e ele não é o “dono” do seu pedaço do espaço. Por essa razão, ele foi enquadrado na nova categoria de planeta anão, um termo que reconhece sua natureza planetária, mas também sua localização em uma vizinhança “povoada”. A história de Plutão nos ensina que a ciência é um processo dinâmico, sempre se refinando à medida que nossa visão do cosmos se expande.

A IMPORTÂNCIA DO IODO NO SAL DE COZINHA



Até poucas gerações atrás, o **bócio endêmico** — aquele inchaço no pescoço causado por aumento da tireoide — era uma cena comum em regiões montanhosas da Europa, Ásia e América. A causa? A **deficiência de iodo no solo e na alimentação**.
A virada começou em **1811**, quando o químico francês **Bernard Courtois** isolou o iodo pela primeira vez a partir de algas marinhas. Pouco depois, em **1813**, o médico suíço **Jean-François Coindet** testou sais de iodo em pacientes com bócio e viu resultados rápidos. A conexão definitiva veio décadas mais tarde, com **Gaspard Adolphe Chatin**, que demonstrou cientificamente a relação entre a doença e a falta desse mineral essencial.
O verdadeiro salto de saúde pública ocorreu em **1922**, quando a **Suíça** introduziu o **sal iodado** — medida proposta pelo cirurgião **Hans Eggenberger** para combater o bócio e o cretinismo nas regiões alpinas. O sucesso foi imediato e inspirou outros países. Em **1924**, os **Estados Unidos** seguiram o exemplo, começando por Michigan.
No **Brasil**, a iodação do sal também se tornou obrigatória e ajudou a eliminar o bócio endêmico que antes era frequente em várias regiões.
Hoje, esse gesto simples — adicionar iodo ao sal — é considerado uma das **mais eficazes políticas de prevenção em saúde pública da história**, responsável por salvar milhões de pessoas de deficiências, atrasos cognitivos e doenças da tireoide.

O GAROTO QUE REVOLUCIONOU A AGRICULTURA




Em 1841, na ilha da Reunião, um jovem escravizado de apenas 12 anos, chamado Edmond Albius, transformou o mundo com duas ferramentas improváveis: sua curiosidade e seu polegar.
Os franceses haviam levado a planta da baunilha do México para as colônias no Oceano Índico. Mas enfrentavam um impasse: sem os insetos polinizadores nativos do México, as flores murchavam antes de produzir vagens. Agricultores e botânicos tentaram de tudo — e falharam.
Até que Edmond descobriu o impossível.
Com um pequeno galho ou um fio de capim, ele abriu o opérculo da flor e uniu manualmente as partes masculina e feminina. A polinização artificial funcionou. Era um gesto simples, rápido e genial — algo que os especialistas da época não conseguiram fazer.
A partir daí, a produção de baunilha explodiu. A ilha da Reunião virou centro de cultivo, seguida por Madagascar, que ainda hoje lidera o mercado mundial — usando o método criado por Edmond.
Mas para o garoto que revolucionou a agricultura, não houve glória. Nem dinheiro. Nem justiça. Edmond Albius morreu pobre e esquecido.
Hoje, lembramos seu nome.

Porque um menino escravizado, sem escola nem liberdade, revelou o segredo da orquídea-baunilha e deixou sua marca em cada sorvete, cada bolo, cada perfume. 


Fonte

O BESOURO BOMBARDEIRO




 O crepitans Brachinus, conhecido como besouro bombardeiro, mede apenas 2 cm, mas domina uma defesa química única. Ao se sentir ameaçado, mistura hidroquinona e peróxido de hidrogênio no abdómen, ativando uma reação exotérmica que atinge 100 °C. Expulse rajadas de benzoquinonas corrosivas a 500 pulsos por segundo, capazes de queimar e repelir predadores. Este mecanismo, preciso e repetível, inspirou pesquisas para reativar turbinas a gás em aeronaves a temperaturas até –50 °C. Seu sistema de válvulas e câmeras internas está sendo estudado em engenharia química e biomimética avançada.


Fonte

O QUE VOCÊ NÃO SABE SOBRE OS ELEFANTES...SAIBA AGORA!




 Quando um elefante precisa ser transportado de avião de um país para outro — por exemplo, da Índia para os Estados Unidos — a sua jaula fica cheia de... Pintainhos.

Sim, você leu bem. Pintainhos pequenos.
Porquê? Porquê?
Porque, apesar do seu tamanho imponente, o elefante tem um medo enorme de se machucar.
Por isso, durante todo o voo, mantenha-se perfeitamente quieto, para não correr o risco de esmagar nenhum deles.
É assim que o avião mantém o equilíbrio.
E é também a primeira prova da sua nobre natureza.
Fascinados por este comportamento, alguns cientistas estudaram o cérebro do elefante.
Eles descobriram a presença de células fusiformes, neurônios extremamente raros, também presentes nos humanos.
São aquelas relacionadas à autoconsciência, empatia e percepção social.
Em outras palavras, o elefante não é apenas grande fisicamente: também é grande emocionalmente.
Sinta, compreenda e aja com sabedoria silenciosa.
Leonardo da Vinci, profundamente fascinado pela natureza, escreveu sobre ela:
“O elefante encarna a retidão, a razão e a temperança”.
E acrescentou:
Entra no rio e toma banho com uma certa solenidade, como se quisesse purificar-se de todo o mal.
Se encontrar um homem perdido, guie-o suavemente para o caminho certo.
Nunca caminhe sozinho: sempre em grupo, sempre guiado por um líder.
Ele é modesto.
Acasala apenas à noite, longe da manada, e antes de voltar para os seus companheiros, lava-se.
E se no caminho encontrar uma manada, mova-a delicadamente com sua tromba, para não magoar ninguém.
Mas o mais comovente é isto:
Quando o elefante sente o seu fim se aproximando, afasta-se da manada e vai morrer sozinho, em um lugar isolado.
Por que está fazendo isso?
Para poupar aos mais novos a dor de vê-lo morrer.
Por modéstia. Por compaixão. Por dignidade.
Três virtudes raras.
Mesmo entre os homens.