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O GAROTO QUE REVOLUCIONOU A AGRICULTURA




Em 1841, na ilha da Reunião, um jovem escravizado de apenas 12 anos, chamado Edmond Albius, transformou o mundo com duas ferramentas improváveis: sua curiosidade e seu polegar.
Os franceses haviam levado a planta da baunilha do México para as colônias no Oceano Índico. Mas enfrentavam um impasse: sem os insetos polinizadores nativos do México, as flores murchavam antes de produzir vagens. Agricultores e botânicos tentaram de tudo — e falharam.
Até que Edmond descobriu o impossível.
Com um pequeno galho ou um fio de capim, ele abriu o opérculo da flor e uniu manualmente as partes masculina e feminina. A polinização artificial funcionou. Era um gesto simples, rápido e genial — algo que os especialistas da época não conseguiram fazer.
A partir daí, a produção de baunilha explodiu. A ilha da Reunião virou centro de cultivo, seguida por Madagascar, que ainda hoje lidera o mercado mundial — usando o método criado por Edmond.
Mas para o garoto que revolucionou a agricultura, não houve glória. Nem dinheiro. Nem justiça. Edmond Albius morreu pobre e esquecido.
Hoje, lembramos seu nome.

Porque um menino escravizado, sem escola nem liberdade, revelou o segredo da orquídea-baunilha e deixou sua marca em cada sorvete, cada bolo, cada perfume. 


Fonte

COMO SURGIU A PALAVRA 'ENFEZADO'



 

Como surgiu a palavra ''ENFEZADO''
Um pouco de História:
A Cidade do Rio de Janeiro como conhecemos hoje é fruto de um processo de modificação que foi acontecendo ao logo do tempo. No século XIX, ela estava bem longe de ser chamada de cidade maravilhosa. Pessoas brutas, ruas esburacadas, sujas e esgoto fazia parte do cenário da pequena cidade do Rio de Janeiro.
No século XIX quem sofria bastante com esse cenário era os ''Tigres'', muita gente atravessava a rua quando cruzava com um deles. Muitos podem se assustar ao ouvir isso hoje em dia, mas na aquela época fazia parte do cotidiano, tigres não eram animais, eram africanos escravizados que faziam o serviço doméstico. Um dos trabalhos dos tigres era jogar dejetos dos seus senhores na Baia de Guanabara e nas Lagoas, existia até pontes de madeira exclusiva para isso. De tardinha os escravos saiam para jogar os dejetos com uma tina na cabeça cheia de fezes, às vezes escorriam pelos seus corpos, e suaS peles ficam manchadas, quando isso acontecia eles eram chamados de ''tigres'' devido às manchas. Algo bem pior acontecia com frequência, as tinas estouravam, o escravo ficava furioso, e muitos diziam: '' O escravo está enfezado''.
Revista "A Semana Ilustrada"
Ano de 1861.

A ORIGEM DA CAPOEIRA


A Origem na Capoeira, a arte marcial brasileira.

"Estudiosos e praticantes indagam constantemente a respeito das origens da capoeira, mas poucos conseguiram investigar sua formação para além das especulações disseminadas pelo senso comum.

A capoeira foi uma invenção do negro na África, onde existia como forma de dança ritualística. Escravos bantos levados de Angola para o Brasil trouxeram com eles um tipo caraterístico de luta corporal. A primeira documentação detalhada do final do século XVIII revela que essas práticas estavam associadas a homens escravizados. No século XVII, era costume dos povos pastores do sul da atual Angola, na África, comemorar a iniciação dos jovens à vida adulta com uma cerimônia chamada n'golo (que significa "zebra" em quimbundo).

Durante a cerimônia, os homens competiam numa luta animada pelo toque de atabaques em que ganhava quem conseguisse encostar o pé na cabeça do adversário. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta. Com a chegada dos portugueses e a escravização dos povos africanos, esta luta terá sido introduzida no Brasil.

O N'golo ocorria durante a “Efundula” (festa da puberdade), onde os adolescentes formavam uma roda; com uma dupla ao cetro desferindo coices e cabeçadas um no outro, até que um era derrubado no solo, essa luta é oriunda das observações dos negros, dos machos das zebras nas disputas das fêmeas, no período do cio, onde os machos lutam com mordidas, cabeçadas e coices.

A teoria mais aceita é a de que a palavra deriva do tupi-guarani "kapu'era", que significa "mato que já foi", "mata rasa" ou "mata roçada", referindo-se às áreas de vegetação rala ou cortada onde os escravos fugidos e os indígenas se escondiam e praticavam a capoeira. O termo acabou ganhando igualmente uso pejorativo, documentado já em 1824, significando vadio, malandro ou malfeitor, caraterísticas que se atribuíam aos indivíduos destros nesse tipo de luta.

Temos agora uma idéia de como nasceu a capoeira: mistura de diversas lutas, danças, rituais e instrumentos musicais vindos de várias partes da África. Mistura realizada em solo brasileiro.

Formas muito semelhantes à capoeira, tanto em gestos quanto em ritmos, são conhecidas e praticadas na maioria dos países afetados pela colonização e pelo tráfico de escravos . Moring em Mayotte , Madagascar e Reunião , ladja (ou danmye, ag'ya) na Martinica e Guadalupe , maní em Cuba , pingue no Haiti , susa no Suriname , etc

Já existiam registros da prática da capoeira nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Recife desde o século XVIII, mas o grande aumento do número de escravos urbanos e da própria vida social nas cidades brasileiras deu à capoeira maior facilidade de difusão e maior notoriedade. No Rio de Janeiro, as aventuras dos capoeiristas eram de tal jeito que o governo, através da portarias como a de 31 de outubro de 1821, estabeleceu castigos corporais severos e outras medidas de repressão à prática de capoeira.

A capoeira também se assemelha muito, inclusive em seus rituais (a roda em torno dos lutadores, a orquestra, os instrumentos musicais tocados, etc.), à dança do leopardo praticada na África Ocidental pela sociedade secreta Poro e mais precisamente entre os Senoufos (atuais Costa do Marfim, Burkina, Mali, etc.) onde é chamada de Boloye .

Outra fonte afirma que o termo capoeira só mais tarde passou a descrever uma forma de luta popularmente chamada Brincadeira de Angola (jogo ou diversão de Angola), mantida em segredo durante a escravidão e que treinava escravos livres na arte do combate.

Outros acreditam que ela é completamente brasileira, pois nasceu em território brasileiro, embora seus criadores fossem escravos vindos da África.

Cartas do Jesuíta Antonio Gonçalves para os superiores de Lisboa, em 1735, descreve um luta que os índios praticavam antes de qualquer conflito, em forma de roda dois a dois usando os braços, pernas, cotoveladas, joelhadas, e usando todo corpo como armas (convento de Santo Inácio de Loyola, anais das missões no Brasil. Tomo III pág. 128).

O escritor Holandês Gaspar Barleus descreve no livro “Rerum Per Octenium in Brasília-1647, a luta dos índios tupis praticada no litoral brasileiro” chamado de Maraná, luta de guerra.

Com base no nome capoeira ser de origem tupi-guarani, (mato ralo que foi cortado) e que toda cultura África tem os seus nomes em idiomas africanos, como também as danças indígenas brasileiras são de forma de passadas idêntica a ginga da capoeira com “pé para frente e pé para traz”. “As lutas africanas são movimentadas lateralmente ou em formas de pulos altos, e só viram de frente na hora de dar cabeçadas contra o peito do outro que desejam derrubar, acontece-lhes chocarem-se fortemente cabeça contra cabeça, o que faz com que a brincadeira não raro degenere em briga e que as facas entrem em jogo ensanguentando-a.

Guilherme de Almeida, no livro música do Brasil, sustenta serem indígenas as raízes da capoeira; o Navegador Português Martins Afonso de Souza, observou tribos jogando capoeira.

Observando várias dúvidas dos folcloristas, pesquisadores e historiadores, provavelmente a Capoeira é a Fusão do N”Golo, trazida da África e o Maraná, existente no Brasil antes do Descobrimento."

Imagem: "Negros lutando, Brasil" (Negroes Fighting, Brazil) do artista Augustus Earle, datada de 1822, é uma das primeiras e mais importantes representações visuais da capoeira

Fonte: HISTÓRIA DA CAPOEIRA. Adriana Raquel Ritter Fontoura

UMA HISTÓRIA SOBRE MARIA MULAMBO



Maria Mulambo

Maria Mulambo era filha de escrava com um senhor de muitas terras e que amava sua mãe, ele não a tratava como escrava mas sim como esposa, por mais que existisse preconceito das pessoas da cidade por ela ser negra. Mulambo não conheceu sua mãe, assim que nasceu sua mãe faleceu no parto, então foi criada por seu pai todos na cidade a tratavam muito bem, principalmente os mais nobres, pelo fato de seu pai ter muitas riquezas e poder na cidade, seu pai sofria de uma doença que não teria cura, assim deixou toda sua herança para ela, uma jovem linda, que quando completou seus 18 anos perdeu seu pai, sozinha no mundo, com dinheiro, mas tão infeliz, o povo da cidade quando souberam da morte de seu pai mudaram completamente com ela, mesmo sendo uma negra muito bonita, para todos ela não passava de uma escrava que se escondia atrás de jóias e de vestidos caros. Mesmo sabendo que as pessoas a discriminavam, passou a andar com os humildes, que por ela não tinham preconceito, só admiração, pois a mesma fazia doações generosas às famílias pobres.

Um dia encontrou com um rapaz muito formoso e gentil, desde então o rapaz passou a visitá-la, tirando um pouco da solidão, e a cada dia foi ganhando mais sua confiança e amor, não demorou muito para se casarem, naquela época as mulheres não poderiam aprender a ler e nem escrever, foi então que o pior aconteceu! O seu sonho virou um pesadelo.

Mulambo saiu, como costumava fazer todos os dias para visitar as famílias e o vilarejo, quando voltou a sua casa, os escravos que a serviram por tantos anos, a impediram de entrar em sua própria casa por ordem de seu marido, lhe disseram que o senhor ordenou que não deixassem entrar nem para beber água, que naquela casa ela não teria mais nada, teria apenas a rua.

Mulambo não acreditou no que estava ouvindo, pois seu amado marido a traiu e lhe roubou todos os bens.

Se passaram dias, e suas roupas finas viraram farrapos, sua fisionomia mudou de alegre e viva para triste e escura, mas a sua beleza ainda era visível para todos que passavam e viam aquela mulher com a mão estendida, suja e esfarrapada. Mulambo passou muita fome e frio mas ainda assim, o que mais lhe maltratava era a traição, passando pela mesma calçada, uma mulher bonita, uma famosa dona de cabaré olhou para Mulambo e perguntou:

- Moça és tão bela, o porque esta esmolando? Mulambo mal olhou para moça e nada respondeu. Essa moça conhecida como Sete Saias fez um convite a Mulambo, que se a mesma fosse com ela seria muito rica e amada por muitos homens. Dona Sete a arrumou e começou a fazer a vida, conquistou o dobro da riqueza, era uma das mais procuradas no cabaré, guardava seu coração na gaveta, para que fosse rigorosa e fria na hora de cobrar, fez muitos abortos, muitas vezes Mulambo foi obrigada a tirar, por causa do trabalho, ela não saberia lidar com essa situação.

Um dia a casa estava cheia, e o homem que destruiu sua vida e roubou seus bens foi conferir o boato que se alastrou pela cidade, quando Mulambo o viu, seu coração galopava de uma forma absurda, por mais que ele tivesse destruído os seus sonhos ela ainda o amava, ele foi até ela e pediu perdão por tudo que tinha feito, disse que era um tolo, disse também que queria a esposa dele de volta, disse que foi egoísta e ambicioso, mas era para que ela entendesse que ele sempre sofreu na vida, e não tinha o direito de fazer o mesmo com ela, ele marcou um encontro com ela em uma encruzilhada distante do cabaré a meia noite, ela pensou e por final decidiu aceitar o convite, na esperança de que ele realmente tinha falado a verdade e mudado, Mulambo saiu escondida com uma capa preta, ao chegar lá ele se aproximou e disse “Você foi a mulher mais linda que conheci em toda minha vida, e sua beleza não dividirei com ninguém, vou fazer isso por amor”, dito isso mais seis homens apareceram, a seguraram e a esfaquearam várias vezes e com ela ainda viva, ele a jogou em uma lixeira e atirou fogo


Fonte

O MAGNÍFICO THOMAS FULLER






Thomas Fuller foi um africano vendido como escravo em 1724 aos 14 anos. Ele era conhecido pelo nome de "calculadora da Virgínia" por sua extraordinária capacidade de resolver problemas matemáticos complexos apenas usando sua mente. Ele foi perguntado quantos segundos havia em um ano, e ele respondeu rapidamente que havia 31.536.000 segundos em um ano.


Perguntaram novamente quantos segundos um homem de 70 anos, 17 dias e 12 horas viveu, e em um minuto e meio ele respondeu que o número era de 2.210.500.800 segundos ao todo. Um dos homens que tentava resolver o problema com lápis e papel informou a Fuller que ele estava errado porque o número era muito menor. Fuller simplesmente respondeu que “oh, mas você esqueceu de incluir anos bissextos. Quando os segundos extras dos anos bissextos são adicionados, o número final corresponde.


Fuller foi um dos primeiros casos registrados de síndrome do sábio na literatura, quando em 1789 Benjamin Rush, o pai da psiquiatria americana, descreveu a incrível capacidade de Fuller de calcular sem ter recebido qualquer educação ou treinamento em matemática. Sua habilidade foi usada como prova de que os afro-americanos escravizados eram iguais aos brancos em termos de inteligência, algo que deu força ao discurso pró-abolicionista.



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DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA,,,

 


Texto do Brasil Escola

"O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é um feriado nacional celebrado em 20 de novembro e foi instituído oficialmente pela Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares.


Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Atualmente existe uma série de estudos que procuram reconstituir a biografia desse importante personagem da resistência à escravidão no Brasil."


"Por que dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra?

A data da morte de Zumbi dos Palmares, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em São Paulo, no ano de 1978, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que os afro-brasileiros reivindicam.


Com isso, o 20 de novembro tornou-se a data para celebrar e relembrar a luta dos negros contra a opressão no Brasil, e o Treze de Maio, data em que a abolição da escravatura aconteceu, foi deixado de escanteio. O argumento utilizado é que o Treze de Maio representa uma “falsa liberdade”, uma vez que, após a Lei Áurea, os negros foram entregues à própria sorte e ficaram sem nenhum tipo de assistência do poder público."


"A escolha do 20 de novembro aconteceu no contexto de declínio da Ditadura Militar (final da década de 1970 em diante) e de redemocratização do país. O enfraquecimento da Ditadura deu força aos movimentos de oposição e aos movimentos sociais, como o movimento negro.


Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o movimento negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas. A participação desses grupos no cenário político deu certo resultado, sendo aprovadas medidas que tinham como proposta promover reparações históricas.


No caso do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a data foi criada por meio da citada Lei nº 12.519, no dia 10 de novembro de 2011, durante o governo de Dilma Rousseff. Inicialmente, essa lei não transformou a data em feriado nacional, assim os governos de cada estado e cidade do Brasil tiveram que optar por ser feriado ou não. O jornalista Laurentino Gomes demonstrou que, até 2018, o dia 20 de novembro era feriado em 1047 municípios do Brasil (de um total de 5561 municípios).|1|

O Presidente Lula, "A partir da Lei nº 14.759/2023, o Dia da Consciência Negra foi transformado em feriado nacional "



Zumbi dos Palmares e o Dia da Consciência Negra

A figura de Zumbi dos Palmares é especialmente reivindicada pelo movimento negro como símbolo de todas essas conquistas, tanto que a lei que instituiu o Dia da Consciência Negra foi também fruto dessa reivindicação. O nome de Zumbi, inclusive, é sugerido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana como personalidade a ser abordada nas aulas de ensino básico como exemplo da luta dos negros no Brasil."




Leia também: "Quilombo dos Palmares."



"O que o Dia da Consciência Negra representa?

Além das questões que envolvem Zumbi e o Quilombo dos Palmares, o Dia da Consciência Negra é uma data significativa, pois traz luz a questões importantes: o racismo e a desigualdade da sociedade brasileira. É uma data que relembra a luta dos africanos escravizados no passado e que reforça a importância da realização de novas lutas para tornar a nossa sociedade mais justa."




Veja mais sobre "20 de novembro – Dia da Consciência Negra" em: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-nacional-da-consciencia-negra.htm