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HELENA DE TRÓIA

 



HELENA - O TRIUNFO TRÁGICO DE UM AMOR

Helena de Tróia é uma figura lendária da mitologia grega cuja história tem sido contada e recontada ao longo dos séculos. Ela é mais conhecida por sua associação com a Guerra de Troia, um dos eventos mais famosos da mitologia grega e um tema recorrente na literatura, na arte e na cultura popular.

De acordo com a mitologia grega, Helena nasceu de Zeus e Leda, esposa do rei de Esparta, Tíndaro. Seu nascimento é envolto em controvérsias e mistério, com algumas versões sugerindo que Zeus se transformou em um cisne para seduzir Leda. Helena era conhecida por sua extraordinária beleza, e sua história começa a se desdobrar quando ela é cortejada por muitos pretendentes.

O casamento de Helena com Menelau, rei de Esparta, é um dos eventos mais significativos de sua história. Menelau foi escolhido por Tíndaro como marido de Helena entre muitos pretendentes, e juntos eles reinaram em Esparta. No entanto, sua vida mudou drasticamente quando Paris, príncipe de Troia, a seduziu e a levou consigo de volta para Troia.

A fuga de Helena com Paris é frequentemente apontada como o catalisador para a Guerra de Troia, uma guerra que durou dez anos e foi travada entre os gregos (aqueus) e os troianos. A narrativa da guerra, sua causa e seus desdobramentos, são registradas principalmente na Ilíada, de Homero, uma das obras fundamentais da literatura ocidental.

A importância cultural de Helena de Tróia reside não apenas na sua influência sobre os eventos épicos da Guerra de Troia, mas também nas questões que sua história levanta. Sua figura é frequentemente usada como um símbolo da beleza e do desejo, mas também da traição e das consequências de ações impulsivas. Ela representa o conflito entre a lealdade familiar e o amor romântico, entre o dever e a paixão.

Além disso, Helena é frequentemente retratada como uma figura trágica, uma mulher cuja beleza e desejos a colocam em uma posição de grande poder, mas também de grande sofrimento. Sua história continua a inspirar obras literárias, teatrais, artísticas e cinematográficas, servindo como um lembrete atemporal das complexidades da condição humana e dos caprichos dos deuses na mitologia grega.

* trouxemos da Página "Estudos Históricos' (FB)


A HISTÓRIA DA KOMBI...



 A história da Kombi começa com um homem chamado Ben Pon, um importador holandês da Volkswagen para a Holanda. Em 1947, durante uma visita à fábrica da VW em Wolfsburg, Alemanha, Pon notou um veículo peculiar que os trabalhadores usavam para transportar peças pesadas dentro da fábrica. Era um tipo de plataforma motorizada, construída sobre o chassi de um Fusca, mas com uma estrutura simples para transporte interno.

A visão de Pon foi crucial. Ele percebeu o potencial daquele conceito para um veículo de transporte comercial versátil. Em seu caderno, ele esboçou a ideia de um furgão com motor traseiro e um espaço de carga maximizado, aproveitando a plataforma do Fusca. Seus desenhos iniciais, embora rústicos, continham os elementos essenciais que mais tarde se tornariam a Kombi: uma carroceria em forma de caixa sobre um chassi existente.

Os esboços e a ideia de Ben Pon foram levados a sério pela Volkswagen, especialmente por Heinz Nordhoff, então diretor-geral da VW. Nordhoff viu o valor comercial na proposta de Pon e deu sinal verde para o desenvolvimento do veículo. A equipe de engenharia da Volkswagen, liderada por pessoas como Alfred Haesner (chefe de desenvolvimento técnico) e Gustav Mayer (chefe de design de carrocerias), foi responsável por transformar os esboços de Pon em um veículo real. Eles trabalharam para otimizar o design aerodinâmico, a distribuição de peso e a funcionalidade, mantendo a simplicidade e a robustez que caracterizavam os veículos da VW.




Portanto, embora Ben Pon seja amplamente creditado por ter tido a ideia inicial e por ter feito os primeiros esboços que inspiraram a Kombi, a concretização do projeto foi um esforço coletivo da equipe de engenharia e design da Volkswagen sob a liderança de Heinz Nordhoff. Foi essa combinação de visão, engenharia e um foco na utilidade que deu origem à VW Transporter, mais tarde carinhosamente apelidada de Kombi, um veículo que se tornaria um ícone global de versatilidade e liberdade.

UMA HISTÓRIA SOBRE MARIA MULAMBO



Maria Mulambo

Maria Mulambo era filha de escrava com um senhor de muitas terras e que amava sua mãe, ele não a tratava como escrava mas sim como esposa, por mais que existisse preconceito das pessoas da cidade por ela ser negra. Mulambo não conheceu sua mãe, assim que nasceu sua mãe faleceu no parto, então foi criada por seu pai todos na cidade a tratavam muito bem, principalmente os mais nobres, pelo fato de seu pai ter muitas riquezas e poder na cidade, seu pai sofria de uma doença que não teria cura, assim deixou toda sua herança para ela, uma jovem linda, que quando completou seus 18 anos perdeu seu pai, sozinha no mundo, com dinheiro, mas tão infeliz, o povo da cidade quando souberam da morte de seu pai mudaram completamente com ela, mesmo sendo uma negra muito bonita, para todos ela não passava de uma escrava que se escondia atrás de jóias e de vestidos caros. Mesmo sabendo que as pessoas a discriminavam, passou a andar com os humildes, que por ela não tinham preconceito, só admiração, pois a mesma fazia doações generosas às famílias pobres.

Um dia encontrou com um rapaz muito formoso e gentil, desde então o rapaz passou a visitá-la, tirando um pouco da solidão, e a cada dia foi ganhando mais sua confiança e amor, não demorou muito para se casarem, naquela época as mulheres não poderiam aprender a ler e nem escrever, foi então que o pior aconteceu! O seu sonho virou um pesadelo.

Mulambo saiu, como costumava fazer todos os dias para visitar as famílias e o vilarejo, quando voltou a sua casa, os escravos que a serviram por tantos anos, a impediram de entrar em sua própria casa por ordem de seu marido, lhe disseram que o senhor ordenou que não deixassem entrar nem para beber água, que naquela casa ela não teria mais nada, teria apenas a rua.

Mulambo não acreditou no que estava ouvindo, pois seu amado marido a traiu e lhe roubou todos os bens.

Se passaram dias, e suas roupas finas viraram farrapos, sua fisionomia mudou de alegre e viva para triste e escura, mas a sua beleza ainda era visível para todos que passavam e viam aquela mulher com a mão estendida, suja e esfarrapada. Mulambo passou muita fome e frio mas ainda assim, o que mais lhe maltratava era a traição, passando pela mesma calçada, uma mulher bonita, uma famosa dona de cabaré olhou para Mulambo e perguntou:

- Moça és tão bela, o porque esta esmolando? Mulambo mal olhou para moça e nada respondeu. Essa moça conhecida como Sete Saias fez um convite a Mulambo, que se a mesma fosse com ela seria muito rica e amada por muitos homens. Dona Sete a arrumou e começou a fazer a vida, conquistou o dobro da riqueza, era uma das mais procuradas no cabaré, guardava seu coração na gaveta, para que fosse rigorosa e fria na hora de cobrar, fez muitos abortos, muitas vezes Mulambo foi obrigada a tirar, por causa do trabalho, ela não saberia lidar com essa situação.

Um dia a casa estava cheia, e o homem que destruiu sua vida e roubou seus bens foi conferir o boato que se alastrou pela cidade, quando Mulambo o viu, seu coração galopava de uma forma absurda, por mais que ele tivesse destruído os seus sonhos ela ainda o amava, ele foi até ela e pediu perdão por tudo que tinha feito, disse que era um tolo, disse também que queria a esposa dele de volta, disse que foi egoísta e ambicioso, mas era para que ela entendesse que ele sempre sofreu na vida, e não tinha o direito de fazer o mesmo com ela, ele marcou um encontro com ela em uma encruzilhada distante do cabaré a meia noite, ela pensou e por final decidiu aceitar o convite, na esperança de que ele realmente tinha falado a verdade e mudado, Mulambo saiu escondida com uma capa preta, ao chegar lá ele se aproximou e disse “Você foi a mulher mais linda que conheci em toda minha vida, e sua beleza não dividirei com ninguém, vou fazer isso por amor”, dito isso mais seis homens apareceram, a seguraram e a esfaquearam várias vezes e com ela ainda viva, ele a jogou em uma lixeira e atirou fogo


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A SÍNDROME DE DOWN




Você sabia que a síndrome de Down carrega o nome de um homem que, em plena era vitoriana, ousou ver humanidade onde muitos só enxergavam rótulos?
John Langdon Down, médico britânico, foi o primeiro a classificar essa condição em 1866. Mas ele foi além da medicina — foi um visionário, um humanista num tempo em que pessoas com deficiência intelectual eram descartadas pela sociedade.
Langdon Down iniciou sua carreira como médico-chefe da instituição Earlswood, um local destinado ao cuidado de indivíduos com deficiências intelectuais. Ele chegou sem experiência na área, mas com algo raro e poderoso: empatia. Onde outros viam fardos, ele enxergava vidas com dignidade. Onde outros aplicavam castigos, ele buscava cuidado.
Naquela época, era comum encontrar pacientes maltratados, em condições desumanas, vivendo sob violência, negligência e abandono. Mas Langdon Down decidiu mudar essa realidade. Proibiu punições físicas, exigiu higiene rigorosa, contratou novos profissionais e introduziu atividades terapêuticas como jardinagem, pintura e artesanato — tudo para estimular o desenvolvimento e resgatar a autoestima dos pacientes.
Ele foi além do cuidado médico. Registrou mais de 200 fotografias dos seus pacientes com sensibilidade e respeito. Em vez de expô-los como “casos clínicos”, retratou-os em trajes elegantes, em poses dignas, como quem diz silenciosamente: “Eles merecem ser vistos com humanidade.”
Em 1868, Langdon Down deu um passo ainda mais ousado: comprou uma mansão para criar um novo modelo de cuidado. O lugar não era apenas uma instituição — era um lar. Chamava-se Normansfield, e ali, pessoas com síndrome de Down recebiam educação particular, aprendiam equitação, música, jardinagem, e se apresentavam num teatro construído especialmente para elas. Um espaço onde talento, criatividade e alegria floresciam.
Hoje, mais de 150 anos depois, a mansão ainda existe no Reino Unido como o Langdon Down Centre, que abriga o histórico Teatro Normansfield e mantém vivo o legado de um homem que foi muito além da medicina.
Langdon Down não apenas identificou uma condição genética. Ele lutou por respeito, empatia e inclusão, muito antes dessas palavras ganharem força no mundo.
Que a história desse homem nos lembre: a verdadeira ciência é aquela que reconhece o valor da vida — toda vida.


Fonte 

GRATIDÃO ACIMA DE TUDO

 




 

POR TODA ETERNIDADE

O Hotel Majestic colocou Mário Quintana no olho da rua.
A miséria havia chegado absoluta ao universo do poeta.
Mário não se casou e não tinha filhos.
Estava só, falido, desesperançoso e sem ter para onde ir.
O porteiro do hotel, jogou na calçada um agasalho de Mário, que tinha ficado no quarto, e disse com frieza: - Toma, velho!
Derrotado, recitou ao porteiro: - A poesia não se entrega a quem a define.
Mário estava só.
Absolutamente só.
Onde estavam os passarinhos?
A sarjeta aguardava o ancião. Alguém como Mário Quintana jogado à própria sorte!
Paulo Roberto Falcão, que jogava em Roma, à época, estava de férias em sua cidade natal e soube do acontecido.
Imediatamente se dirigiu ao hotel e observou aquela cena absurda. Triste, Mário chorava.
O craque estacionou seu carro, caminhou até o poeta e indagou: - Sr. Quintana, o que está acontecendo?
Mário ergueu os olhos e enxugou as lágrimas - daquelas que insistem em povoar os olhos dos poetas - e, reconhecendo o craque, lhe disse: - Quisera não fossem lágrimas, quisera eu não fosse um poeta, quisera ouvisse os conselhos de minha mãe e fosse engenheiro, médico, professor. Ninguém vive de comer poesia.
Mário explicou a Falcão que todo seu dinheiro acabara, que tudo o que possuía não era suficiente para pagar sequer uma diária do hotel.
Seus bens se resumiam apenas às malas depositadas na calçada.
De súbito, Falcão colocou a bagagem em seu carro, no mais completo silêncio.
E, em silencio, abriu a porta para Mario e o convidou a sentar-se no banco do carona.
Manobrou e estacionou na garagem de um outro hotel, o pomposo Royal.
Desceu as malas.
Chamou o gerente e lhe disse: - O Sr. Quintana agora é meu hóspede!
Por quanto tempo, Sr. Falcão? - indagou o funcionário.
O jogador observou o olhar tímido e surpreso do poeta e, enquanto o abraçava, comovido, respondeu: - POR TODA ETERNIDADE.
O Hotel Royal pertencia ao jogador!
O poeta faleceu em 1994.