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MORTE CEREBRAL E COMO...


 

O coma representa uma condição grave em que a pessoa permanece inconsciente, mas ainda existe atividade elétrica e fluxo sanguíneo no cérebro, o que mantém algumas funções neurológicas básicas preservadas e possibilita chances de recuperação dependendo da causa. Já a morte cerebral corresponde à ausência total e irreversível de atividade elétrica e circulação encefálica, incluindo o tronco cerebral, sendo reconhecida pela medicina e pela lei como a morte do indivíduo, sem possibilidade de reversão.
Referência: Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.173/2017.


A IMPORTÂNCIA DO IODO NO SAL DE COZINHA



Até poucas gerações atrás, o **bócio endêmico** — aquele inchaço no pescoço causado por aumento da tireoide — era uma cena comum em regiões montanhosas da Europa, Ásia e América. A causa? A **deficiência de iodo no solo e na alimentação**.
A virada começou em **1811**, quando o químico francês **Bernard Courtois** isolou o iodo pela primeira vez a partir de algas marinhas. Pouco depois, em **1813**, o médico suíço **Jean-François Coindet** testou sais de iodo em pacientes com bócio e viu resultados rápidos. A conexão definitiva veio décadas mais tarde, com **Gaspard Adolphe Chatin**, que demonstrou cientificamente a relação entre a doença e a falta desse mineral essencial.
O verdadeiro salto de saúde pública ocorreu em **1922**, quando a **Suíça** introduziu o **sal iodado** — medida proposta pelo cirurgião **Hans Eggenberger** para combater o bócio e o cretinismo nas regiões alpinas. O sucesso foi imediato e inspirou outros países. Em **1924**, os **Estados Unidos** seguiram o exemplo, começando por Michigan.
No **Brasil**, a iodação do sal também se tornou obrigatória e ajudou a eliminar o bócio endêmico que antes era frequente em várias regiões.
Hoje, esse gesto simples — adicionar iodo ao sal — é considerado uma das **mais eficazes políticas de prevenção em saúde pública da história**, responsável por salvar milhões de pessoas de deficiências, atrasos cognitivos e doenças da tireoide.

A SÍNDROME DE DOWN




Você sabia que a síndrome de Down carrega o nome de um homem que, em plena era vitoriana, ousou ver humanidade onde muitos só enxergavam rótulos?
John Langdon Down, médico britânico, foi o primeiro a classificar essa condição em 1866. Mas ele foi além da medicina — foi um visionário, um humanista num tempo em que pessoas com deficiência intelectual eram descartadas pela sociedade.
Langdon Down iniciou sua carreira como médico-chefe da instituição Earlswood, um local destinado ao cuidado de indivíduos com deficiências intelectuais. Ele chegou sem experiência na área, mas com algo raro e poderoso: empatia. Onde outros viam fardos, ele enxergava vidas com dignidade. Onde outros aplicavam castigos, ele buscava cuidado.
Naquela época, era comum encontrar pacientes maltratados, em condições desumanas, vivendo sob violência, negligência e abandono. Mas Langdon Down decidiu mudar essa realidade. Proibiu punições físicas, exigiu higiene rigorosa, contratou novos profissionais e introduziu atividades terapêuticas como jardinagem, pintura e artesanato — tudo para estimular o desenvolvimento e resgatar a autoestima dos pacientes.
Ele foi além do cuidado médico. Registrou mais de 200 fotografias dos seus pacientes com sensibilidade e respeito. Em vez de expô-los como “casos clínicos”, retratou-os em trajes elegantes, em poses dignas, como quem diz silenciosamente: “Eles merecem ser vistos com humanidade.”
Em 1868, Langdon Down deu um passo ainda mais ousado: comprou uma mansão para criar um novo modelo de cuidado. O lugar não era apenas uma instituição — era um lar. Chamava-se Normansfield, e ali, pessoas com síndrome de Down recebiam educação particular, aprendiam equitação, música, jardinagem, e se apresentavam num teatro construído especialmente para elas. Um espaço onde talento, criatividade e alegria floresciam.
Hoje, mais de 150 anos depois, a mansão ainda existe no Reino Unido como o Langdon Down Centre, que abriga o histórico Teatro Normansfield e mantém vivo o legado de um homem que foi muito além da medicina.
Langdon Down não apenas identificou uma condição genética. Ele lutou por respeito, empatia e inclusão, muito antes dessas palavras ganharem força no mundo.
Que a história desse homem nos lembre: a verdadeira ciência é aquela que reconhece o valor da vida — toda vida.


Fonte