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MORTE CEREBRAL E COMO...


 

O coma representa uma condição grave em que a pessoa permanece inconsciente, mas ainda existe atividade elétrica e fluxo sanguíneo no cérebro, o que mantém algumas funções neurológicas básicas preservadas e possibilita chances de recuperação dependendo da causa. Já a morte cerebral corresponde à ausência total e irreversível de atividade elétrica e circulação encefálica, incluindo o tronco cerebral, sendo reconhecida pela medicina e pela lei como a morte do indivíduo, sem possibilidade de reversão.
Referência: Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.173/2017.


A DANÇA DA MENINA ROMA


 

1943 | Sobibor — A Dança da Menina Roma
Em 1943, no campo de extermínio de Sobibor, uma menina roma — não devia ter mais de quinze anos — foi colocada na fila que levava às câmaras de gás.
Seu vestido estava rasgado, os pés descalços e feridos, mas antes de seguir adiante, ela se virou para os outros e sussurrou:
> “Olhem.”
E então, começou a dançar.
Seus movimentos eram suaves, quase etéreos — um gesto impossível de beleza no meio do horror.
Braços abertos como asas, passos leves como vento sobre cinzas.
Não dançava para fugir, mas para afirmar o que ainda era seu: dignidade, identidade, vida.
Alguns prisioneiros choraram.
Outros, por um instante, tentaram acompanhá-la — um passo, um sopro, um último lampejo de liberdade.
Naquele breve momento, não eram vítimas.
Não eram números.
Eram humanos.
Um sobrevivente lembraria depois:
> “Ela dançou como se desafiasse a morte. E era exatamente isso.”
Seus rastros se apagaram na terra, mas o espírito da menina de Sobibor não desapareceu.
Permanece na memória e no testemunho, lembrando-nos que, mesmo diante do aniquilamento, a vida ainda pode escolher se erguer e dançar.

CURIOSIDADES SOBRE O DESERTO


O Extremo dos Desertos: Por Que São Tão Quentes de Dia e Tão Frios à Noite?

Os desertos são famosos por seus extremos, e talvez o mais impressionante seja a sua drástica variação de temperatura. Durante o dia, o calor pode ser insuportável, com temperaturas que facilmente ultrapassam os 40°C. No entanto, ao cair da noite, o mesmo local pode se tornar gelado, com temperaturas despencando para abaixo de zero. Como essa mudança tão radical acontece em questão de horas?

 A resposta para esse mistério climático está em dois elementos principais: a areia e a falta de umidade.

 

Primeiro, vamos considerar o papel da umidade. Em ambientes úmidos, como florestas ou regiões costeiras, o vapor d’água presente na atmosfera age como um “cobertor” térmico. Durante o dia, ele ajuda a bloquear parte da radiação solar, moderando o calor. À noite, esse mesmo cobertor de umidade aprisiona o calor que a Terra irradia, impedindo que ele escape rapidamente para o espaço e mantendo as noites mais amenas. Nos desertos, o ar é extremamente seco, o que significa que não há esse cobertor.

 

Durante o dia, sem a proteção da umidade e com poucas nuvens, a radiação solar atinge a superfície do deserto com força total. A areia e as rochas, que têm baixa capacidade térmica, absorvem essa energia e aquecem muito rapidamente, levando a temperaturas diurnas escaldantes.

 

No entanto, essa mesma baixa capacidade térmica da areia se torna crucial quando o sol se põe. Assim que a fonte de calor desaparece, a areia começa a liberar toda a energia que acumulou de volta para a atmosfera. Sem o “cobertor” de umidade para reter esse calor, ele escapa livremente para o espaço. A perda de calor é tão rápida e eficiente que a temperatura da superfície do deserto despenca, resultando em noites surpreendentemente frias, muitas vezes geladas.

 

É essa combinação de ar seco e um solo que não retém calor que cria a impressionante amplitude térmica dos desertos, um lembrete de como a água, mesmo na sua forma invisível de vapor, desempenha um papel vital na regulação do clima do nosso planeta. #deserto #aquecimento


Fonte

 

A ORIENTAÇÃO DE VÔO DAS AVES



 A Bússola Interna: Como os Pássaros Migratórios se Orientam em Longas Distâncias

Todos os anos, bilhões de aves embarcam em jornadas épicas, viajando milhares de quilômetros entre suas áreas de reprodução e de invernada. Mas como elas conseguem navegar por vastos oceanos e continentes com uma precisão impressionante, sem mapas ou GPS? A resposta está em um conjunto sofisticado de “superpoderes” biológicos que funcionam como uma bússola interna.
O principal sistema de navegação das aves é a magnetorrecepção, a capacidade de sentir o campo magnético da Terra. Acredita-se que elas “veem” o campo magnético através de proteínas especiais em seus olhos, chamadas criptocromos. Quando ativadas pela luz, essas proteínas criam um padrão visual que muda de acordo com a orientação da ave em relação ao campo magnético, fornecendo uma bússola quântica que funciona dia e noite.
Além dessa bússola magnética, as aves utilizam o céu como um mapa celestial. Durante o dia, elas usam a posição do sol para se orientar, ajustando sua rota à medida que o sol se move pelo céu. Para isso, elas contam com um relógio biológico interno extremamente preciso.
À noite, as aves migratórias noturnas se transformam em astrônomas experientes, usando as estrelas para se guiar. Elas aprendem a reconhecer os padrões das constelações e a localizar a Estrela Polar (no hemisfério norte), que serve como um ponto de referência fixo para o norte.
Mas as habilidades não param por aí. As aves também utilizam marcos terrestres, como rios, montanhas e linhas costeiras, especialmente em trechos finais de sua jornada. E, para completar, elas se comunicam através de chamados de voo noturnos, sinais acústicos que ajudam a manter o bando coeso e podem guiar aves mais jovens e inexperientes na direção certa.
Essa combinação de bússola quântica, mapa estelar, relógio solar e comunicação social faz da migração das aves um dos fenômenos mais extraordinários e complexos da natureza. É uma prova da incrível capacidade de adaptação e da beleza da evolução, um espetáculo de navegação que continua a nos fascinar e inspirar. #aves #Migração #magnetorrecepção


ASTRONOMIA

 


O Rebaixamento de Plutão: Por Que Ele Deixou de Ser Planeta?
Durante décadas, aprendemos que o Sistema Solar era composto por nove planetas, e Plutão, o pequeno e gelado mundo nos confins do nosso sistema, encerrava a lista. No entanto, em 2006, a União Astronômica Internacional (IAU) tomou uma decisão controversa que mudou os livros de ciência: Plutão foi rebaixado à categoria de “planeta anão”. Mas o que motivou essa mudança?
A reclassificação de Plutão não foi um ato arbitrário, mas uma consequência de novas descobertas e da necessidade de uma definição mais precisa do que constitui um planeta. A polêmica começou com a descoberta de outros corpos celestes no Cinturão de Kuiper – um vasto anel de objetos gelados além da órbita de Netuno – que eram muito semelhantes em tamanho e composição a Plutão. Um deles, Éris, era inclusive mais massivo. Isso criou um dilema para os astrônomos: se Plutão era um planeta, então Éris e potencialmente dezenas de outros objetos também deveriam ser, expandindo drasticamente o número de planetas no Sistema Solar.
Para resolver a questão, a IAU estabeleceu três critérios que um corpo celeste deve cumprir para ser considerado um planeta: 1) ele deve orbitar o Sol; 2) deve ter massa suficiente para que sua própria gravidade o molde em uma forma esférica (equilíbrio hidrostático); e 3) deve ter “limpado a vizinhança” de sua órbita, ou seja, ser o objeto gravitacionalmente dominante em seu caminho orbital, sem outros corpos de tamanho comparável. Plutão cumpre os dois primeiros critérios com louvor, mas falha no terceiro. Sua órbita é compartilhada com inúmeros outros objetos do Cinturão de Kuiper, e ele não é o “dono” do seu pedaço do espaço. Por essa razão, ele foi enquadrado na nova categoria de planeta anão, um termo que reconhece sua natureza planetária, mas também sua localização em uma vizinhança “povoada”. A história de Plutão nos ensina que a ciência é um processo dinâmico, sempre se refinando à medida que nossa visão do cosmos se expande.

ANATOMIA HUMANA...


Assim se mostra a vigilância silenciosa que mantém você vivo.

O que você observa não é apenas uma figura anatômica.

É um mapa magistral de conexões que protegem, informam e defendem o corpo… sem que você perceba.

As linhas brancas que percorrem a imagem representam o sistema nervoso periférico.

Uma rede fascinante de nervos que leva e traz informações entre o cérebro e cada canto do corpo.

Graças a eles você pode mover um músculo, sentir um carinho ou reagir a um perigo em milésimos de segundo.

Os pontos amarelos são os gânglios linfáticos.

Pequenos sentinelas que filtram a linfa, detectam ameaças, ativam defesas e formam parte essencial do sistema imunológico.


As estruturas azuis são as veias.

As estruturas vermelhas, as artérias.

Ambas trabalham em conjunto para garantir que cada célula receba o que precisa e elimine o que já não serve.

Tudo isso acontece sob a pele, sem fazer barulho, sem pedir aplausos.

E, no entanto…

é graças a essa rede perfeita que você pode viver, sentir, se mover, se recuperar e continuar.

A anatomia não é apenas algo a ser estudado:

é algo a ser admirado, respeitado…

e agradecido.

Porque entender como somos feitos

é também compreender o quão extraordinário é

estar vivo.

Nota: este conteúdo tem fins educativos e informativos. Não substitui consulta médica presencial e não deve ser usado para autodiagnóstico.

Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde, procure sempre um profissional

qualificado.


Fonte

A IMPORTÂNCIA DO IODO NO SAL DE COZINHA



Até poucas gerações atrás, o **bócio endêmico** — aquele inchaço no pescoço causado por aumento da tireoide — era uma cena comum em regiões montanhosas da Europa, Ásia e América. A causa? A **deficiência de iodo no solo e na alimentação**.
A virada começou em **1811**, quando o químico francês **Bernard Courtois** isolou o iodo pela primeira vez a partir de algas marinhas. Pouco depois, em **1813**, o médico suíço **Jean-François Coindet** testou sais de iodo em pacientes com bócio e viu resultados rápidos. A conexão definitiva veio décadas mais tarde, com **Gaspard Adolphe Chatin**, que demonstrou cientificamente a relação entre a doença e a falta desse mineral essencial.
O verdadeiro salto de saúde pública ocorreu em **1922**, quando a **Suíça** introduziu o **sal iodado** — medida proposta pelo cirurgião **Hans Eggenberger** para combater o bócio e o cretinismo nas regiões alpinas. O sucesso foi imediato e inspirou outros países. Em **1924**, os **Estados Unidos** seguiram o exemplo, começando por Michigan.
No **Brasil**, a iodação do sal também se tornou obrigatória e ajudou a eliminar o bócio endêmico que antes era frequente em várias regiões.
Hoje, esse gesto simples — adicionar iodo ao sal — é considerado uma das **mais eficazes políticas de prevenção em saúde pública da história**, responsável por salvar milhões de pessoas de deficiências, atrasos cognitivos e doenças da tireoide.