COMO SURGIU O É PIC É PIC NA CANÇÃO DE PARABÉNS


 

É PIC É PIC É PIC .... VOCE SABIA DA ORIGEM DA SEGUNDA PARTE DO PARABENS A VOCE ?

"A canção mais famosa do mundo talvez seja a tradicional música do “Parabéns a você”, cantada em festas de crianças, jovens e adultos. Entretanto, enquanto a primeira parte da origem na canção “Good Morning to All” (“Bom dia a todos”), das irmãs e professoras norte-americanas Mildred J. Hill e Patty Hill em 1893, que resolveram compor uma canção para as crianças cantarem na entrada da escola, a segunda parte tem influência DIRETA do brasileiros e, mais especificamente, dos estudantes do Largo São Francisco.

Os trechos compostos por “é pique, é pique, é hora, é hora, é hora, rá-tim-bum”, é um amontoado de gírias e bordões dessa distinta universidade na década de 30. A parte “é pique, é pique”, é uma antiga saudação ao estudante Ubirajara Martins, que tinha o apelido de “pic pic”, já que vivia com uma tesoura aparando a barba e o bigode.

Segundo Hernâni Donato, Ubirajara era assim: ” Possuidor de uma barba imponente, ele levava consigo uma tesourinha, com a qual ficava aparando a barba que ostentava com orgulho. Ubirajara Martins costumava aparar sua barba, nas mesas do Ponto Chic, do qual era freqüentador. Os estudantes, por sua vez, ouviam o pique – pique da tesoura de Ubirajara e por gozação incluíram na canção o pique – pique e tesoura e ficou: É Pique, É Pique ! Meia hora, Meia hora ! É hora, é hora, é hora! Rajá timbum !”

Já o segundo trecho, composto por “é hora, é hora”, era praticamente um grito de guerra que cercava os bares ao redor da faculdade. Na época, por volta de 1930, os estudantes eram obrigados a aguardar meia hora por uma nova rodada de cerveja, afinal, era o tempo que demorava para gelar nas barras de gelo.
Quando o tempo chegava, os estudantes gritavam “É meia hora, é hora, é hora, é hora”. Grito que se mantém até os dias de hoje. O último trecho, e talvez o mais curioso, é o “Rá-tim-bum”, que se refere a um rajá indiano chamado Timbum que visitou a faculdade e acabou caindo nas graças dos estudantes devido à sonoridade de seu nome.

O amontoado de bordões ecoava nas mesas dos botecos, e em especial no restaurante Ponto Chic, com um formato um pouco diferente do que se conhece hoje: “Pic-pic, pic-pic; meia hora, é hora, é hora, é hora; rá, já, tim, bum”.
E Como Isso Se Transformou No Nosso “Parabéns”?

“Os estudantes costumavam ser convidados a animar e prestigiar festas de aniversário. E desfiavam seus hinos”, conta o ex-diretor da faculdade, Eduardo Marchi, que relembrou a curiosidade em seu discurso de posse, anos atrás".
(Foto e texto Tucuruvi Antiga).

HELENA DE TRÓIA

 



HELENA - O TRIUNFO TRÁGICO DE UM AMOR

Helena de Tróia é uma figura lendária da mitologia grega cuja história tem sido contada e recontada ao longo dos séculos. Ela é mais conhecida por sua associação com a Guerra de Troia, um dos eventos mais famosos da mitologia grega e um tema recorrente na literatura, na arte e na cultura popular.

De acordo com a mitologia grega, Helena nasceu de Zeus e Leda, esposa do rei de Esparta, Tíndaro. Seu nascimento é envolto em controvérsias e mistério, com algumas versões sugerindo que Zeus se transformou em um cisne para seduzir Leda. Helena era conhecida por sua extraordinária beleza, e sua história começa a se desdobrar quando ela é cortejada por muitos pretendentes.

O casamento de Helena com Menelau, rei de Esparta, é um dos eventos mais significativos de sua história. Menelau foi escolhido por Tíndaro como marido de Helena entre muitos pretendentes, e juntos eles reinaram em Esparta. No entanto, sua vida mudou drasticamente quando Paris, príncipe de Troia, a seduziu e a levou consigo de volta para Troia.

A fuga de Helena com Paris é frequentemente apontada como o catalisador para a Guerra de Troia, uma guerra que durou dez anos e foi travada entre os gregos (aqueus) e os troianos. A narrativa da guerra, sua causa e seus desdobramentos, são registradas principalmente na Ilíada, de Homero, uma das obras fundamentais da literatura ocidental.

A importância cultural de Helena de Tróia reside não apenas na sua influência sobre os eventos épicos da Guerra de Troia, mas também nas questões que sua história levanta. Sua figura é frequentemente usada como um símbolo da beleza e do desejo, mas também da traição e das consequências de ações impulsivas. Ela representa o conflito entre a lealdade familiar e o amor romântico, entre o dever e a paixão.

Além disso, Helena é frequentemente retratada como uma figura trágica, uma mulher cuja beleza e desejos a colocam em uma posição de grande poder, mas também de grande sofrimento. Sua história continua a inspirar obras literárias, teatrais, artísticas e cinematográficas, servindo como um lembrete atemporal das complexidades da condição humana e dos caprichos dos deuses na mitologia grega.

* trouxemos da Página "Estudos Históricos' (FB)


CRISTO REDENTOR: CURIOSIDADES




 1928: A cabeça do Cristo Redentor, no atelier do artista francês, Paul Landowski, que também esculpiu as duas mãos da estátua, que foram enviadas ao Brasil por navio.

O restante do monumento foi erguido no próprio local, em concreto, sobre uma estrutura de aço.

COMO SURGIU A CANÇÃO CARINHOSO



 

A letra de "Carinhoso", autoria de Braguinha (Carlos Alberto Ferreira Braga), é uma das maiores obras-primas de nossa música popular. O recurso utilizado por ele em um trecho complexo da belíssima linha melódica de Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Filho) "Vem, vem, vem, vem" (pois o tempo melódico não comportava mais do que monossílabos), é coisa de gênio. Dois mestres de nossa música popular respeitados e consagrados em todo o mundo. Quando Louis Armstrong, um dos maiores nomes do jazz dos Estados Unidos, esteve no Brasil, seu maior desejo foi conhecer Pixinguinha.


* Nota:


Pixinguinha fez a melodia de "Carinhoso", em 1917, mas acabou esquecendo-a, embora tenha gravado-a, no ano de 1926, em ritmo de polca por uma banda com um ritmo mais acelerado. Em 1936, a cantora Heloísa Helena pediu a Braguinha para por letra na melodia, pois queria cantá-la num recital do Palácio do Catete. Como o espetáculo seria alguns dias depois e ela precisava ensaiar a música, Braguinha fez a letra nessa mesma noite. A canção fez sucesso no recital e o então iniciante Orlando Silva gravou-a em um ritmo mais lento e com uma interpretação mais romântica, em um compasso de samba-canção. Foi um sucesso estrondoso da noite pro dia. Dessa época em diante, "Carinhoso" já teve mais de 300 regravações no Brasil e exterior. Sendo considerada nosso segundo Hino Nacional.

PS - Uma vez, vi Braguinha saltar de um táxi bem na minha frente, na Av. Rio Branco. Trajava um impecável terno de linho branco e usava uma bengala de marfim. Não perdi tempo, dirigi-me a ele e disse-lhe que era um prazer indescritível poder dar-lhe um abraço e apertar-lhe a mão. Eu era bem jovem, aí pelos meus 20 anos, ele ficou meio surpreso e falou: "O prazer é meu. Não sabia que eu ainda era lembrado pela juventude". Claro que sabia, conversamos um pouco e começou a juntar gente, ele sempre muito amável com todos. Depois de um tempo e de outros apertos de mão, entrou num edifício. Aquele dia nunca mais esqueci.


Fonte

O GAROTO QUE REVOLUCIONOU A AGRICULTURA




Em 1841, na ilha da Reunião, um jovem escravizado de apenas 12 anos, chamado Edmond Albius, transformou o mundo com duas ferramentas improváveis: sua curiosidade e seu polegar.
Os franceses haviam levado a planta da baunilha do México para as colônias no Oceano Índico. Mas enfrentavam um impasse: sem os insetos polinizadores nativos do México, as flores murchavam antes de produzir vagens. Agricultores e botânicos tentaram de tudo — e falharam.
Até que Edmond descobriu o impossível.
Com um pequeno galho ou um fio de capim, ele abriu o opérculo da flor e uniu manualmente as partes masculina e feminina. A polinização artificial funcionou. Era um gesto simples, rápido e genial — algo que os especialistas da época não conseguiram fazer.
A partir daí, a produção de baunilha explodiu. A ilha da Reunião virou centro de cultivo, seguida por Madagascar, que ainda hoje lidera o mercado mundial — usando o método criado por Edmond.
Mas para o garoto que revolucionou a agricultura, não houve glória. Nem dinheiro. Nem justiça. Edmond Albius morreu pobre e esquecido.
Hoje, lembramos seu nome.

Porque um menino escravizado, sem escola nem liberdade, revelou o segredo da orquídea-baunilha e deixou sua marca em cada sorvete, cada bolo, cada perfume. 


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O BESOURO BOMBARDEIRO




 O crepitans Brachinus, conhecido como besouro bombardeiro, mede apenas 2 cm, mas domina uma defesa química única. Ao se sentir ameaçado, mistura hidroquinona e peróxido de hidrogênio no abdómen, ativando uma reação exotérmica que atinge 100 °C. Expulse rajadas de benzoquinonas corrosivas a 500 pulsos por segundo, capazes de queimar e repelir predadores. Este mecanismo, preciso e repetível, inspirou pesquisas para reativar turbinas a gás em aeronaves a temperaturas até –50 °C. Seu sistema de válvulas e câmeras internas está sendo estudado em engenharia química e biomimética avançada.


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COMO SURGIU A PALAVRA 'ENFEZADO'



 

Como surgiu a palavra ''ENFEZADO''
Um pouco de História:
A Cidade do Rio de Janeiro como conhecemos hoje é fruto de um processo de modificação que foi acontecendo ao logo do tempo. No século XIX, ela estava bem longe de ser chamada de cidade maravilhosa. Pessoas brutas, ruas esburacadas, sujas e esgoto fazia parte do cenário da pequena cidade do Rio de Janeiro.
No século XIX quem sofria bastante com esse cenário era os ''Tigres'', muita gente atravessava a rua quando cruzava com um deles. Muitos podem se assustar ao ouvir isso hoje em dia, mas na aquela época fazia parte do cotidiano, tigres não eram animais, eram africanos escravizados que faziam o serviço doméstico. Um dos trabalhos dos tigres era jogar dejetos dos seus senhores na Baia de Guanabara e nas Lagoas, existia até pontes de madeira exclusiva para isso. De tardinha os escravos saiam para jogar os dejetos com uma tina na cabeça cheia de fezes, às vezes escorriam pelos seus corpos, e suaS peles ficam manchadas, quando isso acontecia eles eram chamados de ''tigres'' devido às manchas. Algo bem pior acontecia com frequência, as tinas estouravam, o escravo ficava furioso, e muitos diziam: '' O escravo está enfezado''.
Revista "A Semana Ilustrada"
Ano de 1861.