Em janeiro de 1962, um surto de riso incontrolável começou em um internato feminino na vila de Kashasha, região de Bukoba, na Tanganica, atual Tanzânia. Três alunas iniciaram crises de riso que se espalharam para 95 das 159 estudantes. A escola fechou temporariamente em março por causa dos sintomas.
Após o fechamento, as alunas voltaram para casa e o fenômeno atingiu a vila de Nshamba e outras escolas, como o colégio de Ramashenye. Entre abril e maio, cerca de 217 pessoas apresentaram os sintomas, a maioria jovens em idade escolar. No total, estima-se que mil pessoas foram afetadas em ondas até 1963.
Pesquisadores classificam o evento como doença psicogênica em massa, um tipo de histeria coletiva. Os sintomas incluíam riso, choro, inquietação e dificuldade de concentração, durando de horas a 16 dias por pessoa. O caso é estudado em psicologia social como exemplo de como estresse cultural e mudanças sociais podem desencadear reações físicas em grupo.
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